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13/09/2019 08:38


Otávio Reichert - INTEGRANDO 13/09/2019

Semana Farroupilha: Percebe-se, ano a ano, aumentar o culto ao tradicionalismo gaúcho, em especial na Semana Farroupilha, de 13 a 20 de setembro. Diga-se que ainda há poucas pessoas preparadas e/ou com tempo para ministrar os temas gauchescos. O confrade tradicionalista Luciano Freitas, da Academia Santo-angelense de Letras, solicitou férias do trabalho de funcionário público e se dispôs e está com agenda lotada de atividades nos CTG e escolas. Lembrando que a fagulha originária da Chama Crioula para 2019 foi acesa em Tenente Portela, minha terrar natal.

“Mulher Gaúcha” e “Vida e obra de Paixão Côrtes” são os temas do ano e aos festejos da Semana Farroupilha, respectivamente. Como obra artística para 2019 foi eleita a rancheira ‘Quem descobriu o Rio Grande’ definida pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). Com letra de Diego Müller, música e interpretação de Érlon Péricles, com participação de Cesar Oliveira (patrono dos festejos farroupilhas) & Rogério Melo e Lincon Ramos.

Rememorando 2014, naquele ano houve um concurso de poesias, no qual tive a honra da minha ter sido a vencedora. Ao tema “Eu Sou do Sul” eis, por Otavio Reichert...

 NOUTROS TEMPOS

Noutros tempos… A história não se escrevia.

Em prosas se repetia perpassando gerações.

Grandiosas tribos, nações, na liberdade da pampa,

mateavam a verde estampa de geografias sulinas.

Corriam matas, campinas, vagueavam rios e oceano,

quando o estrangeiro aragano içou velas matutinas.


Noutros tempos… O tapuio surpreendido,

ouviu relinchos, mugidos, ecoando pelo varzedo.

Nas reduções, em segredo, índia e branco se espelharam.

Os jesuítas batizaram a china e mozo gaudério.

O sul se tornou império; a bombacha fez querência.

Gaúcho se fez essência com resquícios de mistério.


Noutros tempos… Foi cabaça e taquapi.

Do berçário Guarani foi herdado o chimarrão.

Costela em fogo de chão; o charque feito em varais.

Muitas vendas junto ao cais onde aportavam imigrantes.

Tropeiros e bandeirantes riscando o mapa da história.

Fez-se a linha divisória mesclando sangue e semblantes.


Noutros tempos… Fizeram revolução.

Firmeza e proposição estampadas na bandeira.

Criaram hino em trincheiras com horizontes de ternura.

Origens, lutas, cultura! As auras fortalecidas.

Fez mulheres aguerridas e homens de estirpe guapa.

Reminiscência farrapa repontando as nossas vidas.


Noutros tempos… Foi a bota de garrão.

Chiripá no cinturão respaldando a boleadeira.

O ponche, raiz campeira, aparou golpes de faca.

O gaúcho crava estacas defendendo seu torrão.

Tem nas lides de galpão, nas prosas volteando o mate,

O legado dos embates falquejando a tradição.


Noutros tempos… Negrinho do pastoreio!

Quem do sul, ou faz rodeios, traz cambona na algibeira.

De primitiva e lindeira a pátria se fez retrato.

Chimangos e maragatos com seus tinos libertários.

Somos jovens legendários! Na Semana Farroupilha,

com viola que se dedilha, … Rio Grande refaz cenários.

Humor: Entrou no bar perguntando se tinha torresmo para vender, ao que o garçom respondeu que não para o gaúcho.
- Não tens torresmo? Torresmo! Quero...
- Já disse que não. Você é surdo? E se me perguntares novamente, te passo o facão...
- Tem facão aí?
- Não tenho, mas....
- Tens torresmo para vender?

 

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