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12/07/2018 14:13


Paixão Cortes o Modelo Gaúcho

Conhecido como o homem que descobriu o verdadeiro gaúcho. Nome completo João Carlos D'Ávila Paixão Côrtes, nascimento em 12 de julho de 1927, Santana do Livramento, completará amanhã 91 anos é definido como folclorista, compositor, radialista e pesquisador das tradições e cultura gaúcha mas sua formação é em Agricultura.
Autor de uma vasta discografia.
Como agrônomo foi responsável pela abertura de mercado da ovelha no Rio Grande do Sul. Touxe da Europa novos métodos e tecnologias de tosquia, desossa e gastronomia, além de incentivar o consumo de carne ovina.
Como folclorista
Paixão Côrtes é um personagem decisivo da cultura gaúcha e do movimento tradicionalista no Rio Grande do Sul, do qual foi um dos formuladores, juntamente com Luiz Carlos Barbosa Lessa e Glauco Saraiva, partiram para a pesquisa de campo, viajando pelo interior, para recuperar traços da cultura do Rio Grande.
Em 1948, organizou e fundou o CTG 35 e, em 1953, fundou o pioneiro Conjunto Folclórico Tropeiros da Tradição.
Em 1956, Inezita Barroso gravou as músicas tradicionais gaúchas Chimarrita-balão, Balaio, Maçanico e Quero-Mana, Tirana do Lenço, Rilo, Xote Sete Voltas, Xote Inglês, Xote Carreirinha, Havaneira Marcada, recolhidas por Paixão Cortes e Barbosa Lessa.
Em 1958, apresentou-se no Olympia de Paris, no palco da Universidade de Sorbonne, no Hotel de Ville, no Teatro Alhambra, além de clubes noturnos e cabarés. No mesmo ano foi convidado por Maurício Sirotsky para apresentar o programa Festança na Querência na Rádio Gaúcha, que ficou no ar até 1967.
Em 1962, Inezita Barroso gravou as composições Tatu e Pezinho, recolhidas por Paixão Côrtes e Barbosa Lessa. No mesmo ano, recebeu o prêmio de Melhor Realização Folclórica Nacional. Em 1964, apresentou-se na Alemanha, na Feira Mundial de Transportes e Comunicação, na cidade de Munique. Recebeu ainda, no mesmo ano, o prêmio de Melhor Cantor Masculino de Folclore do Brasil.
Em 1986, apresentou-se durante um mês na Inglaterra, divulgando traduções de seus livros para o inglês.
Em 1992, a Estátua do Laçador, do escultor Antônio Caringi, para a qual Paixão Cortes posou em 1954, foi escolhida como símbolo da cidade de Porto Alegre.
Em 2001 proferiu palestra sobre a música gaúcha no VII Encontro Nacional de Pesquisadores da MPB, realizado no Teatro da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
Em 2003 lançou seu novo manual, com mais danças, derivadas do primeiro. Por exemplo, Valsa da mão trocada, Mazurca Marcada, Mazurca Galopeada, Sarna, Grachaim.
Em 2010 é escolhido patrono da 56ª Feira do Livro de Porto Alegre. Recebeu também a Ordem do Mérito Cultural.
O Florense: O Sr. se orgulha mais de ser gaúcho, do que brasileiro?
Paixão: Não, não... eu sou brasileiro. Tenho minha Pátria maior, mas tenho consciência das minhas origens e estudo permanentemente para descobrir mais e mais valores.
O Florense: É um equívoco, então, a exaltação, tão comum aos gaúchos, sobre as características de sua população em relação aos outros brasileiros?
Paixão: Isso é gauchada... motivada por uma necessidade de auto-afirmação de quem não entrou no desenvolvimento cultural e social do Rio Grande de hoje, que é de um povo integrado aos princípios nacionais. Agora, se os princípios, as filosofias, os líderes nacionais não são tão nobres como nós gaúchos desejávamos, isso é um outro problema.
O Florense: A partir disso, tem muita gente que defende a ideia separatista. O que o senhor pensa a respeito?
Paixão: As ideias separatistas de hoje não passam de momentos, uma nuvem que passa para pessoas que não estão integradas ou que não se propõem a se integrar e que não trazem contribuição para a solução dos problemas, ficando num diletantismo político, estéril, diante de uma realidade que exige consciência de suas raízes e atitudes dignas para o desenvolvimento do Estado, do município, da sociedade. Não é apelando para o passado que vamos justificar a necessidade de ser diferentes dos outros.
Fonte Estância Virtual  
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