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14/06/2019 17:22


Otávio Reichert - INTEGRANDO 14/06/2019

     Lendas: São narrativas que misturam fatos reais, imaginários e/ou fantasiosos, integrando o folclore de um povo. Na nação Tupi Guarani, em especial nas Missões, facilmente lembramos a lenda da Cobra Grande e Boitatá. Conhece a lenda da Índia Zoari, narrada pelo Confrade Mário Simon?
     Dias atrás, uma prenda do CTG Rancho da Amizade, de Santo Cristo-RS, entrevistou-me para saber mais sobre lenda publicada no site Portal das Missões. Sem delongas, apresento-vos, coletada de antanhas auroras, na versão deste poeta.
     A lenda do Peixe Dourado
    Muitos sabem, outros ouviram falar, sobre como Tupã criou o Dourado. É a mais pura verdade, até que a ciência prove o contrário. Há muitos anos, antes dos jesuítas chegarem, uma grande tribo vivia na margem do grande Rio Uruguai. Moravam entre o rio e a floresta, como uma verdadeira família. Comunidade indígena, humilde, faceira e ordeira. Viviam da e para a natureza.
    Mas um emboaba da tribo Angá, este voraz e forte, trazia o desconforto na alma, a ambição insaciável. Eu quero mais, pois sou o mais forte, primeiro eu, pois sou mais bonito. Um dia serei o cacique de tudo. Quando descobriu o poder do ouro se deslumbrou por completo.       Tudo a ele pertencia, todo aquele metal teria de ser dele.
     Assim foi a reunir muito ouro. Não ajudava a ninguém, não colaborava nem com seus pais ou família. Só o brilho do ouro lhe interessava: seus olhos brilhavam ao mencionar esta palavra. Queria tocar o ouro, como se o metal tivesse vida. E na sede de poder, mais forte ficou.
     Até que um dia, insatisfeito com o que tinha, quis apoderar-se de todo o ouro que havia no mundo. E ao entardecer, quando o rio Uruguai pintava-se de dourado, ele gritava que tudo um dia seria assim, desta cor. Tupã, cansado de ver tanta voracidade, decidiu castigá-lo.
    - Queres ouro? Em ouro transformo-te! Gritou lá do céu. E, dizendo assim, um raio de ouro cruzou o aborígene como uma adaga, e seu corpo tombou no rio, transformando-se em peixe.
    E por isso, o dourado é um peixe sempre faminto, tudo lhe é pouco. Nasceu no grande doce mar Uruguai, fadado a passar a vida com sede.
    Emboaba: Pessoa estrangeira. Por acepção, mescla, mameluco. Pirapó = Salto do peixe.
    Canção: Letra deste poeta, musicada por Mauro Tomé, do livro Urso Preto...

BRINCANDO LENDAS

Vamos cantar nossa terra, as lendas e coisas mais.
Histórias do tempo antigo que os avós contavam aos pais!
Boitatá, cobra enjoada só comia olhos dos bichinhos.
Morreu de fome e esses olhos hoje são luzes pelos caminhos!
Na torre de São Miguel a Cobra Grande engoliu
um indiozinho por missa até que um dia explodiu!
O Negrinho do Pastoreio, por maldade do estancieiro,
porque perdeu um novilho foi jogado ao formigueiro!
Salamanca do Jarau, mulher da gruta encantada,
solta fogo pelas ventas, cuida’s riquezas guardadas!
 A bela índia Obirici fez riacho chorando a dor.
Em disputa perdeu amado, triste história de amor!
Tem a lenda de Encantado, do Saci, do Arroz e Milho.
E outros contos bonitos que a gente conta pros filhos!

   Imortais: Serão empossados como membros da Academia Santo-angelense de Letras - ASLE, em 12 Jul. 2019, os escritores Luciano Freitas, Leandro Figueiredo, Luís Dalla Corte e Waldemar Menchik Junior.
   Onde? No GDF Os Farroupilhas, com lançamento da Revista Talento 02, jantar, apresentações de Invernadas e show com Fábio de Oliveira e Grupo Alma Campesina. Cartões a R$ 25,00
   Humor: O médico ao índio: - Você sabe qual o seu tipo sanguíneo?
    E o índio, grosseiro: - Vermelho, doutor... Seu cara pálida!

 

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