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04/10/2018 12:04


Alfafa o Pai de Todos os Alimentos

O município de Dezesseis de Novembro, Região das Missões – RS, é conhecido como a “Capital Brasileira da Alfafa ou a Capital do Ar Puro”.
Quando discutimos a nossa origem, indígena, jesuítica, polonesa, alemã, espanhola, russa, castelhana, portuguesas e tantas outras, ficamos horas e horas discutindo qual raiz é a mais forte, quando na verdade tudo é uma soma. Mas um argumento que impressiona é a cultura árabe, a qual colonizou e influenciou a Europa em séculos de guerras e domínios; reinados que mesclaram costumes, e foram se adaptando ao uso de cada região por todo o planeta, deixando-nos heranças na linguagem, música, culinária, arquitetura e decoração, técnicas agrícolas e de irrigação, farmacologia e medicina.
Grandes exemplos de heranças árabes são a bombacha gaúcha, o Jogo do Osso e outros costumes que, caso formos a fundo, veremos que advém de antes da nação que nos é peculiar.
Um grande exemplo disto é a Alfafa, que sofreu grande preconceito e não damos o merecido valor.
Olha que coisa interessante: os árabes, para ter um alimento em fartura para seus cavalos “Puro-Sangue”, famosos em todo o mundo, selecionavam a alfafa, e os animais tinham prioridade aos humanos. Este costume se propagou e, mal orientados, esquecemos ser a alfafa um alimento maravilhoso para o homem.
O nome alfafa tem origem árabe, derivado de al-fac-facah, que significa “o pai de todas as comidas”. Ou "O melhor alimento". Na terra onde a alfafa cresce selvagem e abundante, é sinônimo de terra bastante rica em minerais. Muitos fazendeiros plantam alfafa em suas propriedades rurais de forma a enriquecer a terra, que passa a dispor de grande fixação de nitrogênio. Com sabor agradável e grande quantidade de proteínas, ao mesmo tempo possui poucas calorias. Suas propriedades medicinais se encontram nas folhas, flores e, principalmente, nos brotos de alfafa.
Uma salada de Flores de Alfafa!!!! A planta é altamente nutritiva, traz benefícios à hipófise, alcaliniza o corpo rapidamente e desintoxica o fígado. Externamente é utilizada em feridas, também usada como erva para banhos e enxaguante de cabelos. Além de ser rica em clorofila e cálcio, possui vitamina C, vitamina K, ácido fenólico, ácido fólico, cobre, fósforo, manganês, ferro, zinco, flúor e várias outras substâncias. Possui propriedades antioxidantes e ajuda a diminuir os níveis de colesterol, reduzindo o risco de aterosclerose. O ácido fenólico ajuda a prevenir a formação de coágulos sanguíneos, reduzindo a incidência de doenças cardiovasculares. Os carotenoides previnem o surgimento de doenças degenerativas nos olhos. Também há indicação porque os carotenoides podem ajudar a prevenir o aparecimento de alguns tipos de câncer e doenças do coração.
A alfafa, rica em proteínas, é um bom fortificante contra o raquitismo. É eficaz no tratamento de anemias, deficiência de ferro no corpo. Auxilia a circulação sanguínea, protegendo de hemorragias. O chá de alfafa tomado em jejum recalcifica os ossos e combate o raquitismo e o excesso de ureia, além de ser um calmante natural. Também combate o escorbuto (doença causada pela deficiência de vitamina C no corpo), falta de apetite, má digestão, úlceras nervosas, cistite, reumatismo e artrite. As flores e as folhas podem ser comidas em forma de salada ou cozidas na panela. O broto pode ser cozinhado e depois consumido em forma de legume na salada ou adicionado a sopas.
A Cidade Missioneira de Dezesseis de Novembro, no RS, descobriu esta cultura, sendo reconhecida como a Capital da Alfafa no Brasil, também como Capital do Ar Puro. Talvez seja por isto que esta comunidade goze deste titulo tão cobiçado hoje em dia, tanto por sua terra como pelo ar bastante oxigenado!
Segundo a EMBRAPA, a alfafa foi introduzida no Brasil pelo Rio Grande do Sul, a partir do Uruguai e da Argentina. Dentre os fatores que ainda dificultam sua expansão no Brasil, destaca-se o pouco conhecimento, por parte de produtores, das exigências da cultura quanto à fertilidade do solo, do manejo, e das práticas de irrigação, e principalmente a limitada produção de sementes e a inexistência de cultivares adaptadas às principais pragas e doenças, que acompanham a alfafa em todo o mundo.
Fonte auxiliar de Informação: Plantas Medicinais.

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