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18/07/2018 16:06


Cruz de São Miguel das Missões em Camaquã

Foi um longo e meticuloso trabalho de pesquisa e estudos para comprovarmos este verdadeiro patrimônio de todos os gaúchos.
A cruz do campanário da torre da Redução São Miguel Arcanjo Região das Missões, se encontra hoje no Museu em Camaquã Região Costa Doce do Rio Grande do Sul. Hoje se pode concluir com certeza que é a mesma Cruz.
Não se trata de uma Cruz Missioneira usada como símbolo na evangelização dos índios, pelos padres jesuítas oriundos de Caravaca de La Cruz e sim a Cruz Cristã, que por norma do Vaticano deveria estar em cima das torres nas igrejas cravadas em uma Orbe (uma bola, se observarmos as cruzes em cima das torres todas estão assim, representa o planeta terra, o mundo).
a)    Em 1846 o médico francês Alfred Demersay usando a técnica de Litografia fez uma cópia da Ruína de São Miguel Arcanjo, que se encontra hoje sob a custódia do Vaticano. Nela podemos observar ainda intacto o telhado da torre, com o orbe e a cruz. Ao compararmos o desenho, tamanho e simetria iguala-se a Cruz em Camaquã.
b)    O estilo de fabricar o ferro era o mesmo utilizado na Redução de São João Batista, administrada pelo padre Jesuíta Antônio Sepp, única da América nestes tempos e no ferro da cruz está gravada a coroa espanhola e as letras SPHN isto era costume da época e o ato em si só poderiam ser feito durante a forja 
c)    Os materiais que compõem o ferro e os sedimentos encrustados na cruz são da pedra Itacuru. Exames metalográficos, coordenados pela professora Berenice Anina Dedavid, do centro de Microscopia e Microanálise da PUCRS, comprovaram que a cruz foi produzida com materiais e técnica que na época só existia nas Reduções região noroeste do Riogrande mesma matéria prima do sino que esta junto ao museu das Missões.
d)    A orbe encontrada junto aos escombros do Sítio Arqueológico e hoje protegida pelo IPHAN no Museu das Missões  tem o entalhe e a simetria para fixar a cruz do campanário.

– “Os índios já tinham uma relação com a pedra itacurú (a mesma usada para construir a igreja), a usavam para fazer cerâmica e pintar o corpo. Com novas evidências de que a cruz foi feita lá mesmo nas reduções, podemos imaginar como a descoberta dessa técnica deve ter impactado os índios”, afirma Arqueol. Dr. Klaus P. K. Hilbert (consultor científico)..

Em 2010 O coordenador do Projeto de Arte Sacra Jesuítico-guarani CNPQ-PUCRS, professor Dr. Edison Hüttner e o e o professor Dr. Éder Abreu Hüttner, observam a disparidade da CRUZ que se encontrava em uma praça no centro da cidade de Camaquã, Costa doce do Rio Grande do Sul.
Deste momento em diante segue uma verdadeira mobilização entre estudiosos e historiadores para comprovar o valor histórico deste símbolo.
Com auxilio de várias instituições destacando-se a participação do IPHAN e PUC/RS, foi possível, comprovar e colocar em um local mais protegido esta cruz que tem seu valor histórico pelo local de onde pertencia como pelo material e quem a confeccionou.
Um mapa de 1857 mostra a “praça da cruz”, a primeira referência de que o objeto já estava no local onde foi encontrada. A grande dúvida que permanece é quem a levou para o município e com qual motivação. 
Para o coordenador do Projeto de Arte Sacra Jesuítico-guarani CNPQ-PUCRS, professor Dr. Edison Hüttner:
– Não sabemos quem levou a cruz para Camaquã, mas que foi neste intervalo de 11 anos (entre a litografia de Demersay e a referência no mapa). Ainda vamos descobrir quem fez essa viagem.
Com a queda por deterioração do campanário na Redução de São Miguel, na mesma época Camaquã e Costa Doce eram uma região muito rica comercialmente e os produtores da Região Noroeste do Estado traziam seus produtos para esta região. Fato Pelotas era uma das cidades mais ricas do Estado, Porto Alegre era polo de desenvolvimento, em Camaquã estavam famílias ricas como a de Bento Gonçalves aos poucos o quebra cabeça irá se montando.  Apoio do Museu das Missões/IBRAM e Iphan.
Desenho, Simetria e Tamanho é Igual a Cruz de São Miguel das Missões. 
GERALAUTOR: ZERO HORA 16/08/2013

TVCOM Tudo Mais - Descoberta de cruz da Igreja de São Miguel das Missões 

Álbum Cruz de São Miguel em Camaquã;
Site: Primeira Cruz de Quatro Braços
Site: Origem da Cruz Missioneira

Site: Lenda da Cruz de Caravaca.
Imagens da Cruz de Caravaca;
Site: Itacuruacir nos aproxima de Tupã ao ser perdida.
Site: Reduções Jesuítitas – RESUMO - 1º E 2º Período
Site: Morte dos Caciques Sepé Tiaraju, Nicolau Ñanguirú e 1511 indios
Site: Gravataí a mais longínqua Redução; 
Vídeo: Batalha de 7 e 10 de Fev Morte de Sepé
Noticia: O Que Diferencia a Cruz de Cristo de Todas as Outras?
Prof. Édison Hüttner 

Site: Cruz de São Miguel em Camaquã 
Vídeo: Helenismo Sulamericano Missioneiro 
Notícia: Os Caminhos da Imagem de São Francisco de Paula 
Notícia: Mística, Crônica de Édison Hüttner
Vídeo: Mostra Helenismo Sul-Americano Missioneiro por Edison Hüttner 
Notícia: Conceito Helenismo Sul-americano Missioneiro
Notícia: Imagens Católicas Escondiam Mensagens De Fiéis 

Notícia: Materias sobre os sinos. Na pagina 23 no Site oficila do Jesuitas no Brasil.
Notícia: Na Busca do São Nicolau da Primeira Querência do Riogrande
Notícia: Peças da Arte Sacra Missioneira são Encontradas em Museu de Alegrete
Notícia: São Jeronimo, RS, trata com carinho e valoriza origem de Santa Missioneira 
Notícia: Novo conceito cultural é encontrado nas Missões 
Notícia: Cruz de São Miguel das Missões em Camaquã 
Fotos: Cruz de São Miguel em Camaquã Álbum

Notícia: Exposição Missioneira da Costa Doce 

Notícia: Patrimônio da História do Rio Grande do Sul 
Notícia: Sino Jesuíta mais antigo do Estado repousa na Catedral Metropolitana 

Notícia: Relíquias das Missões na catedral de Santo Maria

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