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Carijada, método tradicional de fazer Erva Mate persiste na Missões.

Nossa cultura, nossos costumes são o fruto de uma mistura de origens a adaptações que impressiona aos mais renomados historiadores, protege-las e orientar que as novas gerações venham a conhecer e compartilhar este conhecimento é mais do que louvável aos professores é o verdadeiro espirito do gaúcho, do chimarrão que nos leva a interatividade e ao encontro com “nós mesmos e nossos ancestrais” como diria Jayme Caetano Braun.
O Instituto Farroupilha SA desenvolveu e aplicou uma atividade didática que mobilizou não só os alunos e suas famílias, mas também outros órgãos de ensino, representantes de instituições e empresários da Região das Missões.  
A idealizadora da atividade foi à professora Bedati Finokiet do UFFS Cerro Largo que de pronto foi abraçado pelo Instituto Farroupilha Campus de Santo Ângelo sobre a coordenação e desenvolvimentos  e aplicação dos professores Maria Aparecida Lucca, Ivan Preuss, Valdair Jacques, Amarílio Mello, Luis Loose e toda a comunidade do IFSA que de uma maneira direta ou indireta souberam aproveitar e auxiliar esse evento que  na quarta edição (4ª) torna-se muito popular nas atividades de toda a região missioneira. Além da participação do Cacique Anildo Ama Selyna e membros da Aldeia Guarani Tekoá Piãú.
Todos os cursos das mais diversas ares participaram e oque era para ser uma aula, instrução efetuada em campo, tornou-se um evento, um exemplo socioeducativo admirável. A seguir imagens da 4ª Carrijado no Instituto Farroupilha SA
Vídeo: Carijada, método tradicional de fazer Erva Mate persiste na Missões. 
Imagens 4 Carijada no Instituto Farroupilha, Campus SA. 
Notícia: Carijada no Instituto Farroupilha, Campus SA, Região Missões. 

10 Mandamentos do Chimarrão
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Mistério do Chimarrão.

Carijo ou Carijada é o nome que se da ao modo tradicional da produção de erva mate.  Muitas famílias principalmente de origem Guarani na região das Missões  ainda hoje usam este método para trabalhar a erva mate.
Os imigrantes da região apreenderam muito bem o ritual do chimarrão com os indígenas, os primeiros a utilizar a erva mate. A erva produzida nos carijos garantem os agricultores, mantém o mesmo sabor por até um ano, se bem conservada.
Nas Missões,  início do inverno, se reúnem, cortam os ervais nativos e começam a produção. Essa tradição perdura por século. A preferência é pela planta que nasce no meio do mato, por deixar a erva mais suave.
Carijo de erva mate crioula 
Se da uma chamuscada na labaredas do gogo nos galhos e depois se separa os galhos pequenos, desfolhando os grande ramos. A primeira etapa é montar uma espécie de grade, com cerca de um metro de altura onde a erva mate é disposta com a folha para cima, amarrada em pequenos ramos. Logo após, o fogo é feito todo ao redor dessa estrutura: esse é o chamado carijo. Essa etapa é muito importante, pois já se define o sabor da erva: se a lenha estiver verde ou molhada, pode ficar cheiro e gosto de fumaça no produto final. Esse processo pode durar até 2 dias. O pessoal passa noites em claro cuidando do fogo, quando começa a secar a erva pode facilmente pegar fogo.
As famílias se reúnem ao redor do fogo e passam horas agradáveis. Sai até um jogo de cartas e, claro, um churrasco, um carreteiro... 
Na verdade, o carijo era antigamente um rancho coberto de macega, tendo os dois lados abertos e no seu interior é que se montava a grade para sapecar a erva. A erva secada por esse processo leva o nome de Erva Carijada. A secagem desta forma a expõe à fumaça e lhe confere um cheiro e gosto característicos.
Logo após a secagem, as famílias também fazem o outro processo que é o soque da erva. Em pilão, com duas pessoas no trabalho, hoje é usado o batedor de feijão ligado ao trator para a primeira moída na erva.  Em seguida o produto é cancheado, também de forma artesanal, num chancheador ou sóque, tocado à roda d’água .
Segundo os produtores, o trabalho mais difícil é ficar ao redor do fogo, pois a fumaça forte causa irritação nos olhos e na pele, ao mesmo tempo tem de ser ter muita atenção para não queimar a erva e tudo virar fogueira.
“Não dá lucro, nem se pensa nisto”, diz Cacique Anildo Ama Selyna, “a gente não faz pra vender, mas a gente pensa ainda nos costumes . Uma erva crioula, sem aditivos e açúcar e com sabor único.”  
Segundo a professora Maria Aparecida Lucca, do Instituto Farroupilha, Campus Santo Ângelo,  os "barbaquás de carijos" eram muitos comuns e produziam grande quantidade de erva mate. O produto beneficiado abastecia o mercado regional e até outros Estados, sendo uma atividade comum até poucos anos atrás. Hoje é importante como matéria didática para os alunos pois envolve inúmeros ângulos de aprendizado, além de ser uma atividade de campo i o Instututo ter uma ótima area com arvores de erva mate e o curso de tecnico em agronomia que dá o suporte para a Carijada. 
Vídeo: Jayme Caetano Braum e Cenair Maicá - Bochincho
Vídeo: Sangue Farrapo - Jayme Caetano Braun
Vídeo: Amargo de Jayme Caetano Braun
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