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22/04/2018 12:17


O Vento, por João Antunes.

     Desde o mais temível e devastador tornado até o bom hálito prenunciando o sabor de um beijo sentimos a influência do vento. 
Em síntese o vento é o sopro, o deslocamento de ar resultante das diferenças de pressão atmosférica entre um e outro lugar. 
Os ventos que podem ser regulares, constantes, periódicos, irregulares, variáveis, locais, são importantes para transladarem os ares viciados que a gente respira bem como os gases de toda ordem gerados pelo homem e pela natureza e na dispersão das chuvas para o bom equilíbrio das precipitações pluviométricas dentre outros benefícios. 
Quanto a classificação basicamente os ventos podem ser calmaria aquela que faz com que a fumaça eleve-se verticalmente; brisa quando o vento é fraco e agradável; alísios que são ventos mais agradável; vento fraco de 7 a 18 km/h; vento moderado que vai até de 19 a 35 km/h; vento forte de 36 a 60 km/h; ventania de 62 a 74 km/h; ventania forte ou tormenta onde os ventos vão de 75 até 100 km/h; ciclone que são ventos circulares superiores a 100 km/h; furacão e tufão que tem seus ventos superiores a 110 km/h onde no olho do furacão é o centro cheio de nuvens por onde desce o ar frio; vendaval que vai até 150 km/h; tornado que é aquela coluna de ar que gira vertiginosamente em forma de redemoinho e com velocidade assustadora que pode ir até quase 500 km/h.
Os locais tradicionalmente de registros de ventos mais fortes no planeta são, dentre outros lugares, EUA, Austrália, oceano Ártico, Antártida.
Quanto aos ventos fortíssimos já registrados aparece o Super Tufão Haiyan batizado de Yolanda que aconteceu nas Filipinas e que matou mais de 10.000 pessoas. E no seu rastro de destruição afetou mais de 4,5 milhões de seres humanos e animais trazendo enormes prejuízos. O ciclone tropical Tip no sul do Japão em 1989, com registro de ventos de 305 km/h matou 99 pessoas.
Existem monções que são ventos que sopram do mar para o continente e vice-versa. Elas acontecem muito no continente da Ásia Meridional. 
Vento minuano é aquele vento frio de origem polar que vem no sentido sudoeste. É um frio cortante. Vem depois da chuva e frente fria. Costuma-se dizer que gela até os ossos da gente. Ele é um “frio de encarangar cusco” e  entra pelas frinchas (frestas) das paredes trazendo aquela sensação gélida lá dos Andes. 
Dependendo da intensidade o vento pode levar tempestade de areia e poeira, provocar erosão, desgaste das rochas, afetar plantações, florestas, campos e cidades. 
Os chamados ventos da bonança são aqueles em que o estado do mar encontra-se favorável à navegação.
No vento contrário é que decolam os aviões.
Quando Santos Dumont inventou o avião e quando o alemão Otto Lilienthal inventou o planador pilotado certamente, antes, estudaram e muito bem o comportamento dos ventos.
O vento cria correntes termais onde os albatrozes e os urubus sendo estes excelentes planadores, campeões dos vôos planados, que sem fazer muita força estas aves de rapina conseguem se locomover com vôos em diferentes círculos através das térmicas, que são bolhas ou correntes ascendentes de ar quente. E como os urubus não são caçadores natos, a longas distâncias e alturas, eles conseguem numa visão panorâmica, planando, localizar presas e animais mortos e em putrefação.
Galo dos Ventos é aquela espécie de cata-vento com a figura de um galo que teve origem no início da idade média e indica a direção do vento incidente. 
Rosa dos Ventos é um instrumento de antanho utilizado para auxiliar na posição entre um ponto e outro servindo também como referência para localização em cartas e mapas. 
A energia  eólica que é uma energia limpa obtida pela transformação da energia do vento em energia útil existe atualmente em mais de 80 países. 
No Rio Grande do Sul há ótimos locais para o funcionamento de Parques Eólicos como, por exemplo, em Osório, Livramento, Tramandaí, Rio Grande, Santa Vitória do Palmar, Palmares do Sul, Viamão e Chuí entre outros.
Em Giruá tem uma torre anemométrica que mede o potencial eólico (intensidade e constância dos ventos) com vistas a instalação de um parque eólico.
Como fonte alternativa já pode ser utilizada a energia das ondas ou “Ondomotriz” que é a captação e o aproveitamento das forças das ondas criadas pelo vento onde na usina flutuante a água é altamente pressurizada de forma que um jato movimenta a turbina e esta, por sua vez, aciona o gerador de energia elétrica.
O vento é usado para tocar cata-ventos, para tocar azenhas, na impulsão de barcos a vela. Inclusive em Bossoroca, tanto no povoado da sede quanto em diversas propriedades do interior, nas décadas de 1950 e 1960 existiram muitos cata-ventos caracterizam este lugar como Vila dos Cata-Ventos. 
Nas superstições que são crendices populares acredita-se que quando os galhos “rangem” pelo sopro do vento é mau augúrio. Dizem que urinar contra o vento dá gonorréia. Que depois de três dias de vento norte, quando as nuvens se apresentam no formato de rabo de galo (Cirrus),  vem chuva onde era normal antigamente quando ventava no interior as pessoas ter uma espécie de relação de um certo ódio, pois muitas xingavam, amaldiçoavam, praguejavam as folias do vento que derrubava coisas e sujava os terreiros e as vivendas. Que andando pelo campo em dia de vento norte há que se cuidar das cobras. 
O vento soprado pelo fole de uma forja ajuda o ferreiro a moldar peças de ferro.
O fato é que é uma dádiva, um regalo, poder ouvir o canto dos pássaros ao som do vento, ouvir o murmúrio das ondas do mar, jogar os pensamentos ao vento, sentir o sabor do vento soprando na gente.
Quando ouvimos a música que já se eternizou chamada  O vento, com letra de autoria do saudoso cantor e repentista Edson Rodrigues, o Edson Gaúcho, natural de Rancho Alegre – PR, na interpretação do cruzaltense Ivan Costa Vargas membro do conceituado grupo Os Monarcas, de Erechim (onde Erechim quer dizer campo pequeno) a gente consegue associar a presença de Deus, o sopro do amor e as andanças do vento neste orbe terráqueo. 
Endereço Portal: Escritor João Antunes poeta, historiador e compositor 
Facebook = João Carlos Oliveira Antunes

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