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02/08/2019 08:36


Inclusão: FASA realiza oficina de Libras para colaboradores e professores

     A luta pela acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência é uma longa trajetória em nossa sociedade e passa pelo reconhecimento institucional. A Faculdade Santo Ângelo (FASA) deu início a uma série de ações visando essa inclusão de forma real e para além do discurso. No mês de julho, o Núcleo e de Acessibilidade e Inclusão (NAI) ministrou as primeiras oficinas sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras).
    Foram realizadas duas edições - uma durante a Jornada de Formação Docente e outra com o grupo de colaboradores da Faculdade, nos dias 19 e 24, respectivamente. De acordo com o assessor pedagógico e integrante do NAI, Paulo Henrique Cadoná, o trabalho é fundamental não apenas porque diversidade é um valor da FASA.
    “Mas por reconhecermos a importância da acessibilidade, inclusão e sobretudo respeito com a língua, a cultura e a comunidade surda. Enquanto docentes ou colaboradores e mais ainda, seres humanos que somos, teremos contato cada vez mais frequente com pessoas de uma comunidade que já foi muito excluída e, infelizmente, ainda é. Queremos nos aproximar cada vez mais dessas pessoas”, justifica o assessor.
    O objetivo de derrubar barreiras comunicacionais entre ouvintes e surdos, entre professores e alunos e, principalmente, promover conscientização e quebra de preconceitos, foi levado em consideração já na montagem da oficina. A atividade foi ministrada por Cadoná e pelo estagiário do NAI e acadêmico de Agronomia da FASA, Vinícius Norberto Ramser Krieger que é surdo.
    “Fico feliz trabalhar acessibilidade como estagiário eu também sente importância da acessibilidade para cadeirantes e cegos, todas pessoas com deficiência e com acessibilidade FASA vai crescer, ficar boa”, comenta Krieger, utilizando a forma estrutural de sua língua.
    A Libras é também um dos idiomas oficiais do Brasil, com características e especificidades. De forma introdutória, a oficina abordou tópicos da cultura e comunidade surda, comunicação; alfabeto em Libras e datilologia (representar cada letra com seu sinal específico), principais saudações, verbos mais usados, cores; sinais, frases e nomes próximos à FASA. Para Krieger, a ação é importante tanto pela questão legal quanto de humanização.
    “Eu acho importante porque somos iguais surdos e ouvintes, nossa moral. Por exemplo, ouvinte assiste filme e não tem som ou está em inglês e fica bravo. Surdo assiste filme e não tem legenda ou intérprete fica bravo também. Somos faculdade formando pessoa vai trabalhar também com surdo. Aqui no Brasil é lei. Libras é língua, ouvinte precisa conhecer. É importante saber”.
    Durante o semestre, o trabalho do NAI seguirá, com outras ações focadas na comunidade surda e outras situações que demandem postura inclusiva.
     CRÉDITOS: Thayan Lisboa/Assessoria FASA

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