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10/03/2018 12:51


ANITA GARIBALDI, por João Antunes

      Recentemente ouvindo a música Anita Garibaldi (Anita morena da pele macia / amante de noite, soldado de dia / um filho no braço no outro um fuzil / um filho no braço no outro um fuzil)... cuja letra é de Alcy José de Vargas Cheuiche com arranjos do maestro Adolph Hülsberg e a intérprete é Marlene Pastro deu-me uma vontade de pesquisar e conhecer melhor sobre Ana Maria de Jesus Ribeiro, mais conhecida como Anita Garibaldi, alcunhada “Heroína dos dois Mundos”, que nasceu na cidade de Laguna – SC em 30 de agosto de 1821, filha de Bento Ribeiro da Silva, natural de São José dos Pinhais - PR e de Maria Antônia de Jesus Antunes, natural de Lajes - SC.  Anita era descendente de portugueses oriundos de Açores. Seu pai tornou-se comerciante em Lajes. Após o falecimento do seu pai, Anita casou-se bem nova, na adolescência, no dia em que fez 14 anos, em 30-08-1835, com Manoel Duarte de Aguiar. Seu marido, após três anos de casamento, passou a integrar o Exército Imperial e foi então que ele abandonou a esposa que ainda era bem jovem. 
      Na Guerra dos Farrapos Giuseppe Garibaldi, que era guerrilheiro italiano, nascido em 04 de julho de 1807, natural de Nice, Condado de Nice Reino da Sardenha, participou da tomada do porto de Laguna e nessa oportunidade conheceu Anita que tinha 18 anos e ele 32 anos. Ao chegar em Laguna (que quer dizer depressão formada por água salobra), a bordo da embarcação Itaparica, Garibaldi fazendo um certo reconhecimento encontrou através da lente da sua luneta num grupo de moças aquela por quem se apaixonou. Pegou um barco e foi ter com a moça, porém não a encontrou. Por casualidade uma pessoa da comunidade local convidou Garibaldi para ir na sua casa saborear um café e eis que chegado lá encontrou a jovem Anita por quem se apaixonou já no primeiro momento. No dia 20 de outubro de 1839, Anita acompanhou Garibaldi numa expedição militar. Em Imbituba (que quer dizer lugar do cipó escuro-roxo) e na batalha naval de Laguna então Anita, correndo risco de morte, mostrou quão grande era a sua coragem e seu amor ao seu companheiro Garibaldi. Em Santa Vitória também combateu ao lado do seu companheiro. 
      Da união do casal, que durou até o falecimento de Anita, vieram quatro filhos: Menotti que nasceu no Brasil e Rosa, que faleceu aos 2 anos de idade, Teresa e Ricciotti que nasceram no Uruguai. E mais um que nasceu na Europa.
      Ela e seu marido estiveram juntos em combates em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Uruguai e Itália. 
      Anita participou da Batalha de Curitibanos (onde Curitibano é referente a quem nasceu em Curitiba, que significa pinheiro, araucária) em 12 de janeiro de 1840, foi feita prisioneira, mas ela sobre o pretexto de procurar o cadáver do marido, que pensava-se que estava morto, num descuido dos guardas, ela conseguiu fugir. Passando o rio Canoas encontrou Garibaldi em terra gaúcha, mais precisamente em Vacaria – RS. (Vacaria quer dizer manada de vacas, gado vacum) Nesse mesmo ano, em 26 de setembro, onde hoje é Mostardas – RS, (planta cuja semente é usada em condimentos) o exército imperial sob o comando de Francisco Pedro de Abreu tentou cercar a casa onde Anita morava, mas ela com enorme habilidade conseguiu fugir a cavalo levando consigo nos braços o filho Menotti recém-nascido que contava com apenas 12 dias de vida onde ficou quatro dias escondida até que Garibaldi a encontrou num bosque. 
      No ano de 1841, o general Bento Gonçalves da Silva deu permissão para que Garibaldi deixasse o exército republicano. Recebeu 900 bovinos e fez uma viagem por quase 600 km chegando em junho de 1841, para morar em Montevidéu com em torno de 300 cabeças. 
Em 1842, a união do casal foi legalizada em Montevidéu (capital uruguaia fundada em 1723, pelo Governador do Rio de la Plata, Bruno Mauricio de Zabala).
Em 1847, Anita foi para a Itália com os filhos e dela foram para Nizza, hoje a localidade chama-se Nice, na França. (França quer dizer pessoa livre).
Anita e Garibaldi assistiram a proclamação da Republica Romana em 09 de fevereiro de 1849 e devido a invasão de Roma, após a chamada batalha de Janículo (colina na parte ocidental de Roma) viram-se obrigado a abandonar a cidade. 
Grávida do quinto filho Anita passou várias provações. Ela ferida fugiram de San Marino (local situado ao sul do monte Titano, na Itália). Com febre, na fuga às pressas devido a perseguição pelo exército austríaco, ao chegar na fazenda Guiccioli, que é um local não muito longe de Ravena, que é uma comuna da província homônima, na região da Emília-Romanha, região situada ao norte da Itália onde a capital é Bolonha, Anita acabou falecendo juntamente com a criança em 04 de agosto de 1849, quando ela estava com 27 anos de idade. Quando Anita faleceu, caçado pelos Austríacos, Garibaldi não pode despedir-se da esposa quando do seu sepultamento. Sabe-se que os restos mortais de Anita foram exumados sete vezes e somente em 1932, os restos mortais de Anita foram sepultados em definitivo num monumento que foi construído em sua memória no Janículo em Roma (conhecida como Cidade Eterna, fundada em 753 a.C). 
Giuseppe Garibaldi faleceu em 02 de junho de 1882, aos 74 anos, em Caprera, (ilha situada no Mediterrâneo ao norte da Sardenha no arquipélago, conjunto de ilhas, de La Maddalena, Itália).
O nome de Anita Garibaldi é uma referência sendo que em abril de 2012, através da Lei 12.612, que foi sancionada e o seu nome foi inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, que está no Panteão da Liberdade e da Democracia, em Brasília onde os nomes inscritos nesse livro de aço são: 
- Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.
- Zumbi dos Palmares, líder quilombola.
- Marechal Deodoro da Fonseca, primeiro presidente do Brasil.
- Dom Pedro I, imperador.
- Duque de Caxias, comandante da Guerra do Paraguai.
- José Plácido de Castro, líder da Revolução Acreana.
- Marquês de Tamandaré, patrono da Marinha do Brasil.
- Almirante Francisco Manoel Barroso da Silva, herói da Batalha do Riachuelo.
- Alberto Santos Dumont, Pai da Aviação.
- José Bonifácio de Andrada, Patrono da Independência.
- Chico Mendes, ambientalista.
- Joaquim da Silva Rabelo, o Frei Caneca, um dos líderes da Revolução Pernambucana de 1817
- Marechal Osório, herói da Guerra do Paraguai.
- Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Serro Azul, herói da Revolução Federalista.
- Brigadeiro Antônio Sampaio, herói da Guerra do Paraguai.
- Sepé Tiaraju, líder indígena nas Guerras Guaraníticas.
- Anna Nery, enfermeira que atuou na Guerra do Paraguai.
- Hipólito José da Costa, Patrono da Imprensa, fundou o primeiro jornal brasileiro.
- Padre José de Anchieta, jesuíta que iniciou a catequização dos índios brasileiros.
- Getúlio Vargas, presidente do Brasil.
- João de Deus do Nascimento, Lucas Dantas de Amorim Torres, Manuel.
- Faustino Santos Lira e Luís Gonzaga das Virges e Veiga, heróis da Revolta dos Búzios (ou Conjuração Baiana).
- Mário Martins de Almeida, Euclydes Bueno Miragaia, Dráusio Marcondes de Souza e Antônio Américo de Camargo Andrade, heróis paulistas da Revolução Constitucionalista de 1932.
- Heitor Villa-Lobos, maestro e compositor.
- Júlio César Ribeiro de Souza, pioneiro da dirigibilidade aérea.
- Seringueiros Soldados da Borracha.
- Domingos Martins, herói da Revolução Pernambucana de 1817
- Barão do Rio Branco, diplomata
- Padre Roberto Landell de Moura, pioneiro da radiotransmissão.
- Anita Garibaldi, heroína da Guerra dos Farrapos.
- Francisco Barreto de Menezes, João Fernandes Vieira, André Vidal de Negreiros, Henrique Dias, Antônio Filipe Camarão e Antônio Dias Cardoso, líderes da Insurreição Pernambucana de 1624-1654.
Anita traz no seu legado além dos afazeres domésticos, de ser mãe, sofrer diversas agruras e provações, o fato de ser uma mulher extremamente dedicada e corajosa com diversos atos de bravura em encarniçadas batalhas, competente revolucionária com participação destacada na Revolução Farroupilha e no processo de unificação da Itália. 
Site: Escritor João Antunes poeta, historiador e compositor 
Facebook = João Carlos Oliveira Antunes
Bossoroca (55) 9999-42970 joaoantunes10@terra.com.br  
Frases de Ariadna Garibaldi
     Não acredito em verdades relativas, para mim, a verdade tem que ser absoluta. Uma verdade relativa é uma meia-verdade e uma meia-verdade não passa de uma meia-mentira
     A minha verdade não sussurro ao pé do ouvido, grito nos meus versos.
     Quem quer ser estrela não deve se comportar como lua
     Mais que admirar, uma mulher precisa saber fazer-se respeitar e mais que respeitar, um homem precisa fazer-se admirar, pois assim como um homem não pode amar a uma mulher a qual não respeita, uma mulher não pode amar um homem a quem não admira.

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