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Documentário Von Adamovich: o gênio esquecido, Vida e Obra

Uma história de vida fascinante. Um artista marcado por suas escolhas, pelo período histórico em que viveu, pela dor e pela força de sua arte. Um artista que trocou a nobreza européia pela vida no interior do sul brasileiro. Viveu, trabalhou e morreu em Santo Ângelo.
As obras de Valentin Von Adamovich são o foco das lentes da máquinas fotográficas dos turistas na catedral, no monumento ao Pe. Antônio Sepp em São João Batista e em outras inúmeras obras espalhadas pela região e pelo estado. No frontispício da Catedral Angelopolitana, os Sete Santos perduram ao longo do tempo.
Foi durante a obra do fronte da Catedral que o fim de Adamovich se desenhava. Atingido durante a queda de um dos blocos de pedra, tendo um rim esmagado, conforme relato de sua esposa ao professor Mário Simon*, é que se desenvolveu um tumor que levaria o artista a morte em 1961.Conta o documentário que, em 29 de abril de 1961, falecia em Santo Ângelo o artista austríaco Valentin Von Adamovich, autor, entre tantas obras espalhadas pela Europa e na nossa região, incluindo o frontispício da Catedral Angelopolitana, com suas colunas, capitéis e arcos, bem como as esculturas dos padroeiros dos Sete Povos das Missões. Após quase meio século de sua morte, a sua história é contada e preservada, através da divulgação de sua passagem entre a comunidade regional. Originário de uma cidadezinha da bela região do Tirol, ele escolheu esta terra vermelha para morar, deixar suas obras em pedra grés e viver os últimos anos.
Quando chegou à nossa região, Adamovich era muito jovem, tendo participado da Primeira Guerra Mundial. Quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial, em 1939, vivíamos o Estado Novo de Getúlio Vargas. Para fugir da nova guerra e reencontrar o padre Antonio Sepp, o conterrâneo que idolatrava, Adamovich deixou a sua requintada Áustria e veio parar em São Luiz Gonzaga, onde foi perseguido, preso, espancado e levado para Porto Alegre, acusado de ser nazista. Somente ao se instalar em Santo Ângelo ele daria sequência à sua obra, deixando impresso ali o seu talento na escultura, atuando ainda como arquiteto, engenheiro e pintor.
O documentário ainda registra que Valentim Von Adamovich teria sua história marcada por uma passagem trágica: machucou-se ao trabalhar a pedra grés, sua matéria-prima. Esse ferimento veio causar-lhe um tumor maligno, atrofiando-lhe um dos braços. Ele retratou essa enfermidade na obra triste e inacabada do índio Sepé Tiaraju, hoje exposta no Museu Municipal de Santo Ângelo, onde se vê a desproporção de um dos braços da escultura, simbolizando a dor e o sofrimento do homem por trás do gênio. Ele amarrava o seu instrumento de trabalho na mão para poder esculpir na pedra, exatamente como fazia o mineiro Aleijadinho, ao ser acossado pela doença que o mataria.
Conforme relato de Mário Simon, em 1997, a própria igreja que Adamovich ajudou a adornar negou-lhe a encomendação de seu corpo, pois os padres não reconheciam seu matrimônio com Clarina Lunkes, já que ele havia se separado da primeira esposa quando deixara a Áustria e viera fixar residência na região missioneira. O escritor Manoelito de Ornellas, amigo de Adamovich, lhe prestou uma homenagem no Correio do Povo, em 23 de maio de 1961, dizendo que “o artista tirolês procurou no anonimato da humildade e da pobreza a paz de espírito que os outros homens lhe roubaram”.  Fonte: Valentim Von Adamovich O escultor esquecido.

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