Jornada Nativista de Caibaté retorna em 2026 e marca reencontro histórico da música missioneira com suas raízes
Depois de mais de três décadas de ausência, a Jornada Nativista de Caibaté está oficialmente de volta ao calendário cultural do Rio Grande do Sul. Considerado um dos festivais mais simbólicos da música nativista gaúcha no território missioneiro, o evento ressurge como um reencontro com a identidade artística das Missões, reacendendo a chama de uma tradição que marcou gerações de músicos, poetas e intérpretes.
A retomada da Jornada representa muito mais do que o retorno de um festival: é um gesto de respeito à memória cultural do povo missioneiro, de valorização do presente e de esperança no futuro artístico da região. Caibaté volta a ser palco de composições inéditas, de versos que nascem do campo, das paisagens e das histórias que moldam a alma missioneira.
A 7ª Jornada Nativista de Caibaté acontecerá nos dias 27 e 28 de fevereiro de 2026, consolidando o esperado retorno de um evento que já teve seis edições de grande sucesso e que figura entre os importantes símbolos da música regional no interior do Estado.
Mais de 570 obras inscritas e seleção rigorosa
A comissão organizadora da Jornada, em parceria com a Cadore Produções, agradeceu publicamente a todos os artistas que confiaram no festival e participaram desta edição histórica. Ao todo, mais de 570 obras foram inscritas, demonstrando a força do movimento nativista e o prestígio cultural que a Jornada mantém mesmo após décadas sem realização.
Após uma triagem minuciosa e criteriosa, os jurados Daniel Torres, Valdomiro Maicá, Eron Carvalho, Rogério Villagran e Leandro Seffrin, nomes reconhecidos no cenário musical gaúcho, definiram as 16 composições classificadas que irão subir ao palco, além de músicas suplentes.
Segundo a organização, a escolha levou em conta critérios como qualidade poética, força melódica, originalidade, fidelidade ao gênero nativista e representatividade cultural missioneira.
Festival celebra a diversidade dos ritmos missioneiros
As músicas selecionadas demonstram a diversidade e a riqueza dos gêneros tradicionais do Sul, como milonga, vaneira, chamarra, chamamé, toada e canção, reafirmando a Jornada como um espaço de expressão legítima da cultura musical do Rio Grande.
Músicas classificadas – 7ª Jornada Nativista de Caibaté
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Acordes da Alma (Vaneira)
Letra: Getúlio Silva / JP Batista – Melodia: Marcelo Do Tchê -
Ao Mestre (Milonga)
Letra: Eliezer Tadeu Dias de Souza – Melodia: Cícero Fontoura -
Balseando (Chamamé)
Letra: Bianca Bergman / Bruno Seligman – Melodia: Arison Martins -
Caiboaté (Milonga Arrabaleira)
Letra: Olgi Krejci (in memoriam) – Melodia: Tuny Brum -
Cantiga de Passarinho (Toada)
Letra: Diego Muller / Martin César – Melodia: Evandro Zamberlan -
Caraí Chamamecero (Chamamé)
Letra e melodia: Chico Luiz / Érlon Péricles -
Coração de Catedral (Chamamé)
Letra: Otávio Lisboa – Melodia: Jari Terres -
Cunhatay Urbana (Canção)
Letra: Jakson Guanaco de Ley – Melodia: Aldalberto Hommerding -
Da Porta do Meu Galpão (Chamarra)
Letra: Marco Antonio Nunes – Melodia: Eri Cortes -
De Onde Vêm os Meus Versos (Milonga)
Letra: Chico Fontella – Melodia: Zulmar Benitez -
Minha Alma é Missioneira (Chamamé)
Letra: Mari Pereira – Melodia: Leonardo Ferreira -
Missões, Verdade e Legenda (Chamarra)
Letra: Nenito Sarturi – Melodia: Adão Quintana Vieira -
Piqueteiro (Milonga)
Letra: Zeca Alves – Melodia: Lucas Gross -
Quatro Troncos Missioneiros (Chamarra)
Letra e melodia: Renato Sidinei Gottardo -
Imagens Missioneiras (Chamarra)
Letra: João Sampaio / Odenir dos Santos (in memoriam) – Melodia: Felipe Goulart -
Vaneira Missioneira (Vaneira)
Letra e melodia: Sérgio Rosa
Suplentes
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Linguajar Nativo (Chamamé)
Letra: João Antunes (in memoriam) – Melodia: Eduardo Maycá -
Campo, Gaita e Cantoria (Vaneira)
Letra e melodia: João Albino de Medeiros Farias
(Demais suplentes conforme divulgação oficial da organização.)
Cultura nativista mais viva do que nunca
A expectativa para o retorno da Jornada é de grande participação popular e intensa mobilização cultural em Caibaté e região. O festival deve atrair visitantes, músicos e admiradores da arte missioneira, fortalecendo o turismo cultural e reafirmando a importância dos eventos nativistas para a identidade do interior gaúcho.
Para a comissão organizadora, a Jornada Nativista é um patrimônio cultural vivo das Missões e seu retorno representa um marco para toda a música do Rio Grande do Sul.
“Prepare o coração. A cultura nativista está mais viva do que nunca. Viva a arte. Viva a Jornada”, destacou a organização.