El Niño deve deixar inverno mais ameno no Brasil e aumentar chuvas no Sul
O inverno começa oficialmente no próximo domingo (21), mas a estação de 2026 deverá ser menos rigorosa do que o habitual. Segundo estudo da consultoria meteorológica Nottus, a atuação do fenômeno El Niño tende a reduzir a intensidade das ondas de frio no país, especialmente a partir de agosto.
A previsão indica temperaturas mais elevadas ao longo da segunda metade do inverno, com períodos de calor fora de época em regiões do Centro-Oeste, Sudeste e interior do país. Apesar disso, episódios de frio continuarão ocorrendo, porém de forma mais rápida e menos duradoura.
O fenômeno também deve alterar o regime de chuvas. A Região Sul terá volumes acima da média nos próximos meses, enquanto Norte e Nordeste poderão enfrentar períodos mais secos, aumentando o risco de estiagens.
De acordo com os meteorologistas, julho terá mais chuva entre o Sudeste e Centro-Oeste. Em agosto e setembro, as precipitações devem se intensificar principalmente no Sul do país, sem previsão, por enquanto, de eventos extremos semelhantes às enchentes registradas no Rio Grande do Sul em 2024.
A Agência Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA) confirmou recentemente o início do El Niño, fenômeno provocado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial.
Especialistas alertam ainda para a possibilidade de um "Super El Niño" entre o final de 2026 e o início de 2027, cenário que poderá provocar ondas de calor mais intensas e impactos no sistema elétrico brasileiro devido às alterações nos regimes de chuva e no consumo de energia.

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