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11/02/2017 15:33


Os Caminhos da Imagem de São Francisco de Paula

Pesquisador encontra registro oficial sobre a doação da estátua, trazida por um português de Colônia do Sacramento para Mostardas e dali para a hoje denominada Catedral Metropolitana de São Francisco de Paula. 
Dr. Eder Huttner  fez parte da pesquisa para encontrar e identificar o São Francisco de Paula.
_“Tem uma coisa  importante  além do fato histórico. As imagens, não brigam. Elas estiveram e estão para protejer o povo. Seja missioneira ou outras. O importante hoje é velas juntas.
Santos não escutam pedidos de morte. Eles protegem”. Édison Hüttner
A imagem de São Francisco de Paula, padroeiro de Pelotas, que se encontra no altar da Catedral Metropolitana de São Francisco de Paula, veio de Colônia do Sacramento (Uruguai) para o Brasil, mais especificamente Mostardas, em 1796.
Foi o português Antonio Gomes Colonia quem trouxe a estátua e a conservou em seu poder até doar para a então Freguesia de São Francisco de Paula (futura Pelotas), em 1812. O monumento ficou alguns meses na casa do vigário, até a paróquia ficar pronta.
Os dados são oficiais e constam no relatório do projeto de pesquisa intitulado O percurso da arte sacra jesuítico-guarani no Rio Grande do Sul, de autoria do professor da PUC/RS, Édison Hüttner, responsável também pela digitalização do Comentário Eclesiástico do Rio Grande de São Pedro desde 1737, organizado pelo arcediago (dignitário eclesiástico que recebe do bispo certos poderes junto dos párocos) Vicente Zeferino Dias Lopes em 1891, no qual constava a história da vinda da imagem para Pelotas.
Conforme o pesquisador, a estátua de São Francisco de Paula existente em Pelotas com certeza foi esculpida nas Coroas Ibéricas de Portugal ou Espanha e deve ter vindo do Rio de Janeiro para Colônia do Sacramento. “Os padres celebravam missa na Colônia do Sacramento em altares móveis e eram todos do Rio de Janeiro”, observa.
Com o Tratado de Santo Ildefonso, os portugueses tiveram de sair da Colônia de Sacramento e foram para lugares como Pelotas e Mostardas. “Acredito que a estátua saiu de lá dessa forma, com eles”, comenta Hüttner. Os registros obtidos e digitalizados por ele podem futuramente servir para agregar outras informações, sendo que estas descobriu por acaso, ao acessar um documento na Cúria de São Jerônimo, por conta de uma pesquisa sobre Imaculada da Conceição.
O pesquisador salienta que São Francisco de Paula poderia ser tombado como patrimônio municipal de Pelotas. “Basta alguém querer”, frisa. O relatório elaborado por ele vai ser remetido à Catedral, embora Hüttner tenha vindo a Pelotas especialmente para dar a notícia sobre a origem oficial da imagem. Ele já sabia que existe uma réplica do monumento, utilizada nas procissões, para evitar danos à escultura, como acontecia anteriormente. A estátua do santo era retirada pelo Corpo de Bombeiros a cada procissão e com a aquisição da réplica isso passou a não ter mais de acontecer.
O deslumbramento do pesquisador com o que viu no interior da Catedral Metropolitana São Francisco de Paula foi visível. Natural de Tapes e radicado em Porto Alegre, aos 50 anos veio a Pelotas pela segunda vez (a primeira foi com 17, quando visitou o irmão que estudava na cidade). Mas não conhecia a Catedral. Já aproveitou para colher dados sobre outros monumentos. Também pretendia visitar outras paróquias de Pelotas, sobretudo as mais antigas, que sempre lhe rendem informações novas.
Édison Hüttner realiza pesquisa na região das Missões desde 2005, mas foi em 2015 que se deparou com os registros relativos à doação da imagem de São Francisco de Paula para Pelotas, período em que examinava uma estátua de Imaculada Conceição, que tinha uma parte descascada na parte de trás. Havia outra imagem dentro e era uma missioneira. “É um método de encarnação de imagem”, explica. Foi em pesquisas sobre essa mesma obra que encontrou os dados que o trouxe a Pelotas para informar à paróquia e à comunidade.
Por: Tânia Cabistany 
O professor e pesquisador Édison Hüttner , autor do relatório do projeto de pesquisa O percurso da arte sacra jesuítico-guarani no Rio Grande do Sul, na Catedral Metropolitana São Francisco de Paula; na foto ao fundo, desfocada, a imagem de São Francisco de Paula sobre o altar do templo. 

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